Como vencer a crise e sair do vermelho?

Fechar uma empresa em decorrência de uma crise financeira pode acabar sendo a opção mais sensata. Em outros casos, a sobrevivência é possível, mas não sem estabelecer uma verdadeira operação de guerra para colocar as contas em dia. E tem ainda a alternativa de gastar mais (leia investir) para a partir daí se recuperar.

Não há uma receita que se aplique a todos os cenários, o que nos leva ao primeiro passo para sair do vermelho: o diagnóstico financeiro.

1. Faça um diagnóstico das finanças

O quão ruim é a situação de momento? É com a resposta a essa pergunta que você deve iniciar a sua recuperação enquanto negócio. Para fazer esse diagnóstico, você precisa analisar seu fluxo de caixa, avaliar o comportamento de receitas e despesas, identificar por onde o dinheiro tem escapado e admitir os próprios erros.

2. Elimine as causas

crise

Se o ralo que encontrou na etapa anterior não for fechado, você seguirá na estratégia do cobertor curto. Ou estará enxugando gelo, para sermos mais claros. No fim das contas, o resultado é o mesmo: o vazamento vai continuar até não haver mais recursos disponíveis.

3. Relacione tudo o que deve

Essa é uma etapa que pode ser realizada simultaneamente com a anterior. Não importa qual seja a dívida, nem seu tamanho, nem quem é o credor. Primeiro, é preciso colocar tudo no papel (ou numa planilha eletrônica, o que é mais produtivo). Aí sim, depois de conhecer todos os débitos, vale classificar por valor e por peso dos juros, por exemplo.

4. Renegocie sem medo de ser feliz

Principalmente quando as dívidas têm em instituições financeiras o seu credor, costuma haver abertura para a renegociação. Mas mesmo na recente notificação da Receita Federal, os débitos podem ser quitados também parcelados ou por compensação. Ou seja, não tenha vergonha de pedir um abatimento ou melhores condições para pagar.

5. Faça do verbo cortar seu novo mantra

Conforme renegocia a sua dívida, é fundamental analisar tudo o que pode ser cortado. A redução de custos e a eliminação de despesas deve ser abrangente, desde os menores aos maiores débitos. Tudo que puder ser cortado ajuda. E sempre dá para cortar mais, acredite.

6. Avalie as opções possíveis

Você listou, cortou, renegociou, e agora? Quais são as alternativas que restam? A proposta do credor é boa? Com os ajustes que fez é possível assumir o novo compromisso? Ou será necessário tomar uma medida mais extrema, como demitir, mudar de ramo ou fechar a empresa? Coloque todas as cartas à mesa e reflita sobre cada cenário possível.

7. Estabeleça seu planejamento

Seja qual for o caminho escolhido na etapa anterior, ele depende de uma boa estratégia para dar certo. Pode soar curioso, mas até para encerrar as atividades é preciso planejar. O instrumento da vez é um plano de recuperação financeira. E tudo começa a partir de metas e das ações para concretizá-las.

Depois da teoria, é hora de partir para a prática. Não esqueça de monitorar, mensurar e avaliar para ajustar, se preciso for. Foque no objetivo e persiga o resgate da sua empresa.

Aprenda com os próprios erros

Se é verdade que a crise abre oportunidades, não se pode negar que uma das principais está no aprendizado que os dias difíceis oferecem. A recuperação de empresas nunca é fácil, mas isso não significa que seja impossível. Com planejamento, dedicação e rigor no controle financeiro, até as metas mais complicadas podem se tornar viáveis.

Você já enfrentou alguma crise financeira na sua empresa? Comente!

Fonte: Blog Contaazul

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